Interoperabilidade na saúde: por que é tão desafiador colocar em prática?

Nesta imagem de destaque do artigo que tem como tema interoperabilidade na saúde há um grupo de 4 pessoas sentadas ao redor de uma mesa. Duas das pessoas, um homem e uma mulher, estão com roupas típicas de consultório, os demais não. Todos olham para um tablet que está sendo segurado por um rapaz. Ele mostra algo e todos parecem estar analisando e discutindo o que está sendo apresentado.

A interoperabilidade na saúde é o potencial de integração, troca de dados e comunicação entre diferentes sistemas sem interferência humana. Por que esse tema é um desafio nas instituições de saúde? Isso é o que vamos entender no decorrer deste texto. 

Não que seja fácil para outras empresas, mas a julgar pela complexidade do setor de saúde é até compreensível que o desafio seja ainda maior. 

Este assunto significa um gap gigantesco na área, principalmente no Brasil, porque há uma dificuldade evidente em fazer os sistemas falarem a mesma língua. A necessidade de evoluir a interoperabilidade na saúde aumenta à medida que a era dos dados ganha espaço.

Aliás, esse assunto está intimamente ligado à transformação digital do setor, tema que tratamos em outro artigo, leia clicando no link: Transformação digital na saúde – conheça os desafios

Profissionais de saúde e de TI têm buscado uma forma de melhorar essa questão. Quer saber como isso é possível? Continue a leitura que eu te explico. Entenda mais sobre a interoperabilidade na saúde. 

O que é interoperabilidade de sistemas?

A interoperabilidade de sistemas é um tema de TI muito necessário em diversas empresas. Trata-se da forma como diferentes softwares compartilham e tratam dados em sincronia.

À medida em que a transformação digital avança, tomar decisões com base em dados se torna um pré-requisito para o funcionamento dos negócios digitais.

Na área da saúde essa questão vai um pouco além, pois não tem como construir um ecossistema digital eficiente sem que os sistemas de informação utilizados compartilhem e tratem os dados clínicos de forma fluida.

O setor da saúde é um cenário complexo e cheio de processos delicados. Para se ter ideia, um paciente pode interagir com diversos departamentos em um hospital, mas a jornada de cada um depende de vários fatores, como por exemplo qual tratamento será prestado. 

Além do hospital, também existem outras instituições, como operadoras de saúde e laboratórios, que podem precisar das informações. 

Todos esses pontos de contato participam, muitas vezes, dos mesmos fluxos, mas possuem interesses, protocolos e sistemas diferentes.

A questão aqui é que interoperabilizar os sistemas no setor da saúde para compartilhamento de dados, principalmente de pacientes, exige a utilização de normas e protocolos específicos que não existem no Brasil.

Benefícios da interoperabilidade na saúde

Construir uma arquitetura digital para que os sistemas possam trocar informações livremente garante às instituições benefícios como:

  • excelência de atendimento ao paciente;
  • aumento da capacidade dos processos;
  • fluidez nos fluxos;
  • redução de custos; 
  • melhora na gestão do conhecimento;
  • autonomia e agilidade para os profissionais da saúde.

Quando falamos sobre fortalecer a interoperabilidade na saúde não estamos lidando com um ecossistema composto por três ou quatro plataformas. 

Em uma instituição em ascensão na transformação digital a quantidade de soluções pode ser muito expressiva. No Hospital Albert Einstein, por exemplo, existem mais de cem plataformas integradas, como afirma o Gerente de Tecnologia de Informação da organização. Este é o tipo de cenário onde um silo pode ser fatal, literalmente. 

Por outro lado, quando os sistemas são interoperáveis as pessoas interessadas e autorizadas podem acessar rapidamente as informações sem esbarrar em tanta burocracia. Para o paciente, isso significa um atendimento mais ágil e humano.

Como promover a interoperabilidade na saúde

Como fazer com que vários sistemas, fabricados por diferentes fornecedores e linguagens, consigam de fato trocar e interpretar informações de uma forma aceitável? Definindo um padrão para o tratamento dos dados.

Para promover a interoperabilidade na saúde, o setor vem desenvolvendo a padronização da estrutura e da taxonomia da comunicação através de protocolos criados por organizações como HL7 International, HIMSS e o NEMA.

Entre os padrões mais conhecidos estão o CID-10, Classificação Internacional de Doenças, o DICOM, Imagem digital e comunicações em medicina, e o CCR,  Continuidade do Registro de Cuidados, um padrão utilizado para registro de dados de saúde.

Mas além das convenções, os sistemas utilizados também precisam de flexibilidade para atender aos requisitos do setor. A combinação da norma com a API certa permite que os softwares troquem informações de uma forma mais clara.

Atualmente a prioridade ainda é interoperabilizar os sistemas internos de hospitais, mas a tendência é que isso também aconteça entre instituições. 

O Holmes como parte da solução 

Nosso sistema é um BPMS que pode ajudar as áreas de negócios de hospitais de diferentes formas. Com nossos fluxos, grandes instituições organizam processos de admissão (inclusive de médicos), controles de documentos, assinatura eletrônica de contratos e muito mais.

No quesito “integração com outros sistemas” o Holmes não deixa a desejar pois ele possui o conceito API First. Muitos sistemas têm dificuldade em tratar informações importadas de outras plataformas, o Holmes é flexível e trata de forma semelhante os dados nativos e não nativos.

Assista ao vídeo abaixo para conhecer melhor a nossa plataforma: