Governança corporativa na era digital: entenda a importância

Para o nosso artigo sobre governança corporativa escolhemos a imagem em destaque de uma reunião na empresa com quatro pessoas. Uma rrapaz está falando e todos estão olhando pra ele, ele está gesticulando com a mão direita.

Governança corporativa é o conjunto de políticas, processos e regras que determinam como uma empresa deve funcionar e quais premissas devem ser seguidas na sua administração.

Este é um tema importante na atualidade e deve sempre ser pensado em sinergia com a cultura, estratégia e objetivos da organização. Basicamente, a governança corporativa é o eixo que zela pela conformidade da empresa, tanto no ambiente interno quanto no externo, que envolve seguir as normas do setor.

Na era digital este assunto ganha um destaque especial, considerando que diversas ações corporativas são realizadas com o apoio da tecnologia. Neste contexto, como as empresas podem zelar pela governança corporativa na era digital? É isso que veremos no artigo de hoje, continue a leitura para saber mais a respeito.

 

O que é governança corporativa?

Podemos dizer que governança corporativa é o código de conduta de uma empresa. São as estruturas e processos de administração e controle que direcionam o trabalho dos gestores, acionistas e demais stakeholders.

De acordo com o Relatório Cadbury a governança é ‘o sistema pelo qual as empresas são dirigidas e controladas’, simples assim. O que não é tão simples é criar uma estratégia eficiente para cumprir esse objetivo.

Nos últimos anos esse termo tem se popularizado, mas seu surgimento não é recente. Vamos entender melhor como surgiu a governança corporativa.

 

Como surgiu a governança corporativa?

A governança corporativa se tornou uma necessidade a partir do momento que as estruturas de negócios começaram a se tornar mais complexas.

Por volta de 1920, os Estados Unidos da América se consolidou como potência e referência mundial nos negócios. O mundo todo voltava seus olhos para o que acontecia por lá.

Na época, a maioria das empresas eram familiares. Nessas estruturas era comum que o proprietário e os membros da família ficassem à frente dos negócios e interferissem diretamente quando quisessem.

Depois da Segunda Guerra Mundial, com as condições que a economia do país oferecia, diversas empresas abriram capital na bolsa e passaram a ter como característica a propriedade dispersa.

Nesse contexto, a interferência nas empresas ficou restrita aos sócios majoritários ou administradores contratados para o cargo de chefia. Aí então surge a necessidade de mediar a interferência direta desses agentes.

Em um estudo feito em 1976, Jensen e Meckling detectaram um problema que originou a teoria do agente-principal. Basicamente, essa teoria observou que os administradores teriam uma tendência a agir visando os próprios interesses.

Assim, foram criadas as primeiras medidas para garantir um alinhamento dos interesses da empresa. Assim surgiu o que hoje chamamos de governança corporativa.

 

Princípios da governança corporativa

As discussões acerca da governança corporativa foram reforçadas em diversos momentos da história por escândalos e fraudes em grandes empresas, tanto no exterior quanto aqui no Brasil.

Empresas de auditoria passaram a ter um papel bem definido no contexto empresarial. Essas empresas devem seguir os princípios da governança corporativa que segundo o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa) são:

  • Transparência
  • Equidade
  • Prestação de contas
  • Responsabilidade corporativa

O G20/OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) define também 4 principais questões que a governança corporativa deve cuidar:

1) os direitos e o tratamento equitativo dos acionistas e as principais funções de propriedade;
2) investidores institucionais, bolsas de valores e outros intermediários;
3) o papel dos stakeholders, divulgação e transparência; e
4) as responsabilidades do conselho.

A governança corporativa no meio digital

Na era dos dados e da tecnologia a governança tem um papel essencial para expandir o valor agregado das informações para os negócios, minimizando riscos e custos, principalmente aqueles associados à violação de dados.

Para cumprir o seu papel, a governança caminha lado a lado com o compliance, que é a conformidade com as normas e práticas definidas para os processos da empresa.

Uma coisa está contida na outra, mas no fundo os objetivos são os mesmos: zelar pelo cumprimento das práticas definidas pela empresa.

É importante entender que esse temas estão relacionados principalmente a negócios mais complexos. Teoricamente, os maiores. O que não significa que empresas pequenas estejam imunes a este tema, já que a intenção de praticamente todo negócio é expandir.

Essa é uma das raízes dos problemas relacionados à governança corporativa e compliance: as empresas demoram pra entender que precisam pensar nisso e as coisas vão acontecendo desenfreadamente.

Uma estratégia de governança da informação é pautada em definir práticas, regras de negócios, estruturas e sistemas que comportem uma operação digitalizada e segura.

Benefícios da governança corporativa

Zelar pela governança corporativa e compliance é uma forma de evitar fraudes, multas, falhas e prejuízos que atrasem os objetivos principais do negócio.

Quando existe um comprometimento com os requisitos do negócio, quem ganha é a própria empresa. Conheça abaixo alguns benefícios de uma boa governança corporativa.

Melhor desempenho dos negócios

– Melhores condições para tomada de decisão
– Estratégias corporativas mais sólidas
– Recursos mais eficazes para execução dos processos

Mais senso de responsabilidade

– Processos de governança eficazes fortalecem a prestação de contas entre os stakeholders
– Todos se esforçam para zelar pela marca da empresa.

Aumento da confiança dos investidores

– empresas que têm uma boa governança são mais confiáveis e maduras
– Através da ampla divulgação, Investidores podem se interessar em aumentar seus investimentos
-o setor financeiro é mais eficiente
-os relatórios são mais transparentes

Evita fraudes

– Implementar controles internos sólidos com regras bem definidas evita inconformidades e adulterações
– A negligência pode ser evitada antecipadamente
-A transparência nas informações permite um controle mais eficaz

Melhor gerenciamento de riscos corporativos

– Com processos pautados na governança a empresa pode se proteger contra riscos potenciais.
– Manter-se em conformidade com as legislações vigentes evita multas, advertências e outras consequências

Leia também: O que são regras de negócios na gestão de processos e qual sua importância?